sábado, abril 07, 2007

Château Latour 1982

Acabei de receber esta oferta por e-mail. Todavia, e infelizmente,a minha adega está completamente lotada. Assim vejo-me na contingência de a passar adiante na esperança de que algum amigo a compre e me convide para um copo.
O vinho é de primeiríssississima qualidade, como se pode ler nas notas do Parker abaixo.
Bebam em minha homenagem!

Saúde


The Ultimate Collection
Château Latour 1982

From an impeccable cellar these bottles are offered in superb condition – available for immediate shipment from our London cellar

1 case of 12 bottles
1 case of 6 magnums
2 Double magnums
1 Jeroboam
1 Imperiale

GBP 65,000/ USD 126,750/ EUR 94,250

100 points – Robert Parker

As I indicated in the review of the 1982 Bordeaux, this is an unusual Latour in the fact that it has always been precocious. It has been jammy, forward, and delicious no matter when the cork was pulled, in total contrast to its two first-growth siblings, Mouton Rothschild and Lafite-Rothschild. The dense, opaque garnet-colored 1982 Latour reveals slight amber at the edge. Sweet, smoky, roasted aromas in the nose combine with jammy levels of black currant, cherry, and prune-like fruit. It possesses extraordinary concentration and unctuosity, with a thick, fat texture oozing notes of cedar wood, tobacco, coffee, and over-ripe fruit. Low acidity as well as high alcohol (for Bordeaux) give the wine even more glycerin and textural chewiness. The finish lasts forever. The only Latour that remotely resembles the 1982 is the 1961, which has a similar texture and succulence. Anticipated maturity: now-2040

Prices are FOB London - Worldwide shipping is available.

Offered on a first come - first served basis.
To order simply reply to this email

Kind regards

Laura Ealing
The Antique Wine Company

Aches are burning II

ONGs criticam plano brasileiro contra desmatamento
Caminhão com árvore derrubada
Desflorestamento tem relação com aquecimento global
O plano voluntário de redução de desmatamento apresentado pelo Brasil em Nairobi é "insuficiente" para compensar a parcela de responsabilidade do país no aquecimento global, disseram organizações ambientais que acompanharam a elaboração da proposta.

"O Brasil precisa parar de basear seus argumentos em contribuições históricas, e olhar para frente", disse um relatório do Greenpeace.

Já o coordenador de Políticas Públicas da organização WWF, Mauro Armelin, ressaltou que o estabelecimento de metas de redução do desflorestamento – discussão que o país evita – tornaria mais robusto plano do país.

Nesta quarta-feira, em entrevista à BBC Brasil, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que o governo brasileiro já tem "compromissos internos" em relação ao desmatamento, e não aceitará pressões externas para adotar metas.

A ministra, no entanto, não especificou quais seriam esses compromissos.

Proposta

Em fóruns internacionais, o Brasil é um dos principais países a votar contra a adoção de metas de redução de desflorestamento, defendida por ambientalistas, governos estrangeiros e organizações não-governamentais.

A posição brasileira é de considerar o estabelecimento de metas como uma "interferência externa" no modelo de desenvolvimento do país.

A idéia brasileira prevê a criação de um fundo voluntário – baseado em um "compromisso ético", segundo a ministra – em que países ricos contribuiriam com recursos financeiros para incentivar nações que reduzam o desmatamento.

Para surpresa de alguns, o plano apresentado pela ministra e pelo secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério, João Capobianco, foi recebido com aparente indiferença no plenário. Ao final da exposição, nenhum dos delegados dos mais de 180 países presentes à convenção quis fazer perguntas.

Organizações que encontraram um lado positivo na proposta brasileira ressaltaram que ela é um 'passo adiante' – nas palavras do Greenpeace – e um 'início de abertura' por parte do Brasil – termo usado pelo representante da organização Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) – no sentido de aceitar pelo menos a discussão internacional do problema.

Preservação x Desenvolvimento

Mas as organizações insistiram na necessidade de um "compromisso internacional" para avaliar os avanços nas políticas anti-desmatamento.

O coordenador da campanha de clima do Greenpeace, Carlos Rittl, disse que, ao basear-se no voluntarismo, a proposta brasileira "não assegura as reduções do desmatamento no longo prazo".

Em situações em que é registrada uma alta no preço de commodities cuja produção tem impacto na floresta – como a soja ou a carne de gado – os projetos ambientais podem simplesmente perder atratividade, ele afirmou.

Mauro Armelin, do WWF, afirmou que, sem metas, "os potenciais doadores (do fundo proposta pelo Brasil) não vêem compromissos de longo prazo" dos países emergentes.

Floresta
Como as ações na proposta brasileira são voluntárias e não sujeitas a penalidades, existe o risco do desmatamento voltar a crescer, se, por exemplo, o mercado externo para soja, para carne, voltar a ser economicamente favorável à expansão do agronegócio.
Carlos Rittl, coordenador do Greenpeace

Além disso, ele afirmou, 'metas internacionais envolvem tanto os países ricos quanto os países em desenvolvimento'.

À falta delas, Armelin conclamou o governo brasileiro a estipular uma meta nacional, desdobrada inclusive em objetivos individuais de cada Estado da federação.

Com 17% de mata original amazônica desmatada, "o Brasil precisa discutir com que velocidade quer atingir os 20% (máximos permitidos pelo Código Ambiental)", ele disse.

"Mas esta é uma discussão que tem que ser puxada pelo governo. Se for colocada por organizações ambientais, ela será rechaçada pelo setor produtivo."

Segunda proposta

Outro plano com o objetivo de compensar países que evitem o desmatamento foi apresentado pela delegação de Papua Nova Guiné.

No entanto, o esquema da delegação papua permite que os países ricos que financiem projetos de proteção de florestas em países em desenvolvimento contabilizem esses "ganhos" em suas próprias metas de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa.

Pelo Protocolo de Kyoto, as nações emergentes estão livres de metas, mas podem "vender" suas emissões de carbono.

Na época da discussão do acordo, os projetos de redução de desmatamento ficaram fora do "comércio de carbono".

Agora, muitos imaginam que eles podem ser a solução para engajar todos os países na questão climática, quando o protocolo expirar, em 2012.

Estima-se que 20% das emissões de carbono no mundo são resultado do desmatamento, seja por conta das queimadas, seja pelo menor número de árvores realizando a fotossíntese, processo natural que retira gas carbônico do ar.

O Brasil precisa discutir com que velocidade vai atingir os 20% de desmatamento permitido pelo Código Ambiental. Mas esta discussão tem de ser puxada pelo governo. Se for colocada por organizações ambientais, ela será rechaçada pelo setor produtivo.
Mauro Armelin, coordenador do WWF

Em entrevista coletiva, o secretário-executivo da Convenção da ONU sobre o Clima, Yvo de Boer, disse que as propostas do Brasil e de Papua Nova Guiné – além de contribuições que outros países ainda queiram apresentar – serão analisadas a partir de agora em um workshop.

Especialistas em Nairobi acreditam que deve demorar ainda cerca de dois anos até que uma decisão final seja tomada sobre as propostas.

BBC Brasil

Aches are burning

Um relatório da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação (FAO) publicado nesta terça-feira indica que o Brasil continua como maior desmatador da América do Sul e responde por 73% das perdas florestais na região. O documento diz que o país registrou um aumento na taxa anual entre 2000 e 2005, em comparação com o período anterior, 1990 a 2000. As perdas anuais passaram de 0,5% a 0,6% da cobertura florestal brasileira.Em números absolutos, de acordo com a FAO, foram desmatados mais de 31 mil Km² por ano no Brasil entre 2000 e 2005.
Em toda a América do Sul, o total desflorestado foi de 42 mil Km² por ano.Ainda assim, o vice-diretor-geral para Florestas da FAO, Jan Heino, disse à BBC Brasil que acredita que o Brasil pode mudar esse cenário rapidamente e citou a plantação de florestas como um exemplo de sucesso."O país fez um progresso notável e está entre os mais avançados do mundo nas técnicas de plantio de novas florestas para substituir colheitas", afirmou Heino.
No mundo as taxas globais de desflorestamento caíram, segundo a agência da ONU, mas isso graças ao desempenho de alguns países, principalmente na Europa, e da China, que também registrou um aumento na área florestal.
A América do Sul e o Caribe, por outro lado, são as regiões que tiveram as maiores perdas. Essa área concentra quase metade das florestas do planeta e registrou um aumento nas taxas de desflorestamento entre 2000 e 2005, passando de 0,46 % a 0,51%, segundo o relatório.
Já a África, que responde por 16% da cobertura florestal do mundo, perdeu 9% das suas florestas no mesmo período.
BBC Brasil


Como se vê, saber fazer, sabemos, mas falta vontade política e capacidade administrativa ao nosso grande líder Apedeuta I!
Afinal é muito mais fácil e agradável pegar o aerolula e ir culpar os EUA e a Europa pela emissão de gases industriais e automotivos, do que sentar a presidencial bunda na cadeira do Planalto e tratar das queimadas na Amazônia.

Faz sentido

Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha mostra que dois em cada três homens trocariam suas namoradas pelo carro de seus sonhos.

A enquete, realizada pela MTV britânica, mostrou ainda que 55% dos entrevistados consideram seus carros como prioridade em suas vidas.

Apenas 16% deles colocaram suas namoradas no primeiro lugar da lista.

Faz sentido!
Afinal, do jeito que o mulherio anda, com um carro é fácil arrumar pencas de namoradas. Já com uma namorada...

sexta-feira, abril 06, 2007

A partilha ou Sanguessugas II - A (co)Missão

Os cinco ministros, seis governadores, 20 senadores e 91 deputados federais do PMDB vão se reunir na próxima semana com o presidente Lula na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O objetivo do encontro é discutir a partilha de cargos do segundo escalão. PT e PMDB pleiteiam postos na Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás e Furnas.

Um cargo importante que deve ir para o PMDB é o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), atualmente ocupado pelo PT. O próximo responsável pelo posto será indicado pelo líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Já o ex-senador Luiz Otávio (PMDB-PA) é o provável cotado para assumir a Furnas Centrais Elétricas.

O PR também pretende participar do butim e entrar na disputa de cargos em ministério e estatais.

Não parece o lançamento do Sanguessugas II - A (co)Missão?

Da Série (inesgotável) Você sabia?

A Medida Provisória 354, que abre crédito de R$ 20 milhões para investimento em programas fundiários na Bolívia, gera discordância entre políticos e especialistas quanto ao caráter prioritário a ela atribuído pelo governo. Apesar de ter força de lei e ser considerada como "urgente" pelo governo, até agora nenhum centavo saiu dos cofres brasileiros para colaborar com a reforma agrária no país comandado por Evo Morales. A MP já foi provada pela Câmara Federal e agora tramita no Senado, em meio a elogios de um lado e pesadas críticas do outro.
Site Contas Abertas


Para se ter uma idéia do montante que será repassado para o vizinho sul-americano, a quantia prevista equivale a quase quatro vezes o orçamento deste ano para o programa Paz no Campo, que visa garantir mecanismos para reduzir a violência no meio agrário e assegurar os direitos humanos. Este ano, R$ 5,3 milhões estão previstos em orçamento para o programa, dos quais apenas R$ 406,7 mil foram pagos (desconsiderando restos a pagar).

Será que alguém poderá fazer o favor de me explicar o é que rico e suado dinheirinho dos impostos escorchantes que pago vai fazer na Bolívia, financiando a reforma agrária de lá?

O que é que eu tenho a ver com o fato de o companheiro Evo Morales ser amigo e correlegionário do Apedeuta?

Que raios de política externa é essa, e a que interesses ela está subordinada? Aos da sociedade brasileira é que ,com certeza, não é!!!

Esta é do capacete!

Que o Governo, através dos seus órgãos de trânsito emita resoluções sobre o uso de capacetes pelos motociclistas, tudo bem.
Que essas resoluções estabeleçam parâmetros de qualidade e outra avenças, idem.
Que uma dessa regra seja o uso de películas reflexivas nos ditos capacetes, ibidem.
Que os tamanhos e localizações sejam determinados, passe o preciosismo tupiniquim de tudo colocar em lei, também nada contra.

Mas, dá para entender esta resolução que deverá entrar em vigor nos próximos dias?

RESOLUÇÃO 203 DE 29 DE SETEMBRO DE 2006
Disciplina o uso de capacete para condutor e passageiro de motocicleta, motoneta,ciclomotor, triciclo motorizados e quadriciclo motorizado, e dá outras providências

I - DISPOSITIVO RETRORREFLETIVO DE SEGURANÇA

O capacete deve contribuir para a sinalização do usuário diuturnamente, em todas as direções, através de elementos retrorrefletivos, aplicados na parte externa do casco. O elemento retrorrefletivo deve ter uma superfície de pelo menos 18 cm² (dezoito centímetros quadrados) e assegurar a sinalização em cada lado do capacete: frente, atrás,direita e esquerda. Em cada superfície de 18 cm², deve ser possível traçar um círculo de 4,0 cm de diâmetro ou um retângulo de superfície de, no mínimo, 12,5 cm² com uma largura mínima de 2,0 cm.
Cada uma destas superfícies deve estar situada o mais próximo possível do ponto de tangência do casco com um plano vertical paralelo ao plano vertical longitudinal de simetria, à direita e à esquerda, e do plano de tangência do casco com um plano vertical perpendicular ao plano longitudinal de simetria, à frente e para trás.

Eu, hein! Não é de uma clareza meridiana?

quinta-feira, abril 05, 2007

Gostei de Ler

Fecharam o Congresso e ninguém reparou

A reputação dos políticos brasileiros vai de mal a pior. A única classe que piora mais rápido que a dos políticos é a dos que criticam os políticos. Hoje, um deputado gazeteiro é provavelmente mais útil à sociedade que um desses arautos da “reforma política” que vai consertar o Brasil.

A sociedade inteligente e esclarecida acha o fim da picada a eleição consagradora de Clodovil. Dizem que é um sinal de que a democracia está doente, assim como a volta ao Congresso do eterno Paulo Maluf. O caminhão de votos de Enéas em 2002 provocou chiliques nos cientistas políticos: “um absurdo”, sentenciaram os despachantes do bem.

O “certo”, para eles, não é votar num costureiro deslumbrado, que não vai saber representar o povo. Eles sabem quem é que tem que representar o povo. E um dos mais festejados e respeitados representantes do povo nas últimas duas décadas foi o deputado gaúcho Nelson Jobim, um advogado culto, um ser sofisticado, um luminar. O problema é que, como presidente do Supremo Tribunal Federal, a corte máxima brasileira, Nelson Jobim fez um papel ao qual Clodovil talvez jamais se prestasse.

Como árbitro máximo da República, Jobim fez política. No processo de cassação de José Dirceu, fez discursos inflamados, ironizou outros ministros do Supremo, atravancou os trâmites do caso na Câmara dos Deputados. Como se não bastasse, era candidato à vaga de vice na chapa de Lula, compadre de Dirceu. Clodovil deve ter ficado chocado.

Agora, os esclarecidos que amam Jobim e odeiam Clodovil estão eufóricos porque o STF está prestes a mandar o Congresso instalar a CPI do apagão aéreo. Será mais uma vitória da sociedade contra a operação abafa do governo, calculam os que estão do lado do bem. Não pode haver cálculo mais tacanho.

Essa aparente afirmação da democracia é, na verdade, a esculhambação dela. O Congresso Nacional, como poder da República, está na sarjeta. Como pode ser concebível que a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito – atribuição, competência e prerrogativa do parlamento, como o nome já diz – passe a ser decidida na Justiça?

O parlamento é o poder mais permeável ao povo, mais sensível à opinião pública, mais dinâmico na possibilidade de refletir os movimentos da sociedade. Esse poder está sendo avacalhado em praça pública, por uma sociedade preconceituosa que respeita presidente e juiz, e deplora deputado.

O Brasil colonizado e cronicamente adolescente acha que sempre haverá uma instância superior para dizer às instituições o que elas devem fazer e remendar suas falhas. Daí nasceu o Conselho Nacional de Justiça, uma espécie de superego do superego, árbitro do árbitro. É claro que o festejado CNJ já caiu no pecado, flagrado em surtos corporativistas como a proposta de aumento geral de salários do Judiciário. O jeito é criar o Conselho do Conselho.

A Justiça tanto pode interferir no Congresso para dizer que os mandatos dos parlamentares pertencem aos partidos – medida que parece sadia – quanto para ajudar José Dirceu a tentar se livrar da cassação. Portanto, não há nada sadio nisso. Ao contrário do postulado delubiano, os fins não justificam os meios – especialmente se os meios são a sujeição de um poder a outro.

O Congresso Nacional precisa viver suas contradições internas com liberdade. Elas refletem a correlação das forças políticas no país. Se o governo monta tropa de choque (e todo governo monta), a oposição precisa buscar forças na sociedade – que foi o que essencialmente aconteceu na CPI das sanguessugas.

Essa perda de altivez, verdadeira mendicância institucional do parlamento, significa, na prática, a sua anulação como poder constitucional. Fecharam o Congresso e ninguém reparou.

Na ordem atual das coisas, Collor jamais teria sido cassado. O Supremo, que inocentou o ex-presidente, acabaria tranqüilamente com a brincadeira dos deputados.

Estão abolidos os julgamentos políticos no Brasil. Depois do empastelamento do Congresso, só falta entregar também ao STF a decisão sobre o que a imprensa pode ou não pode fazer.

Guilherme Fiúza

quarta-feira, abril 04, 2007

Falta muito pouco

A recente crise conhecida por apagão aéreo, evidenciou a falta que faz, num país de dimensões continentais como o Brasil, um sistema de transportes ferroviários decente.
Enquanto isso o TGV (foto abaixo) - trem bala francês - batia o record mundial de velocidade sobre trilhos.

Num trem como esse pode-se fazer a ligação Rio-S.Paulo em menos de uma hora.

Mas falta pouco, muito pouco, pouco mesmo, para atingirmos esse estágio (realmente falta apenas um mísero "r"). Quem faz o percurso Rio-Guapimirim, por exemplo, sabe perfeitamente que o nosso tem bala!...

A terra tremeu


"Sexta, depois que recebeu a contra-ordem de Lula para não prender os controladores de vôo, o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, comunicou ao alto comando da FAB a intenção de se demitir.

Os demais integrantes responderam que seguiriam o chefe.Mas o bom senso prevaleceu não só no meio militar.Ontem, Lula recuou e devolveu o poder à Aeronáutica."

Ancelmo Gois em O Globo

Feliz Páscoa

O Coelho Pascal

Desopilemos

terça-feira, abril 03, 2007

A ética da traição

A ética da traição
A crise militar e a tentativa de negar o óbvio — o acordo que humilhou o comando da Aeronáutica — demonstram um jeito de ser de Lula e do PT. Explico-me. Um governante que faz escolhas acaba comprando briga com alguns setores. É do jogo. Lula quer sempre agradar a todo mundo. Ele acha que, com saliva e jeitinho, engabela qualquer um. Ao longo de 27 anos, tem sido essa a história do partido. A palavra é usada para ocultar, não para revelar. Livre é aquele que não tem receio de fazer uma escolha, mesmo sabendo que vai enfrentar resistência. O PT prefere achar que o melhor é trair todo mundo porque só assim consegue ser fiel a si mesmo.
Reinaldo Azevedo

Se falei,nego! Se escrevi,rasgo!

"Em reunião com os comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "reavaliou" a decisão de não punir os controladores de vôo que se amotinaram na sexta-feira.
Com isso, a FAB aceitou retomar hoje o controle do tráfego aéreo, com a volta dos oficiais aos postos de chefia abandonados desde o sábado em reação ao acordo assinado pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento) com os amotinados.
Assim, às vésperas do feriado da Páscoa, o governo rasgou o item 1 do acordo com os amotinados, que dava "garantias" de que não haveria punição aos amotinados, e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, voltou a ter poder de decisão para tratar da questão -inclusive para definir como e quantas serão as eventuais punições.
Por outro lado, segundo disse a interlocutores, Lula poderá estudar uma anistia aos controladores caso eles venham a ser punidos judicialmente. Mas isso dependeria de um acordo posterior com a cúpula da FAB e da normalização da crise no setor aéreo."

Folha de S.Paulo

Começou mais cedo do que eu esperava.

segunda-feira, abril 02, 2007

Pensamento da Noite




"Primeiro a gente vive a juventude. Depois a juventude vive em nós."



Brasil: A Meca da abundância


Como diz o velho ditado :
O que abunda não falta!

E porque hoje é segunda

Quem viver verá!

Quanto mais leio e penso a respeito do apagão aéreo mais me convenço que a sublevação dos controladores de vôo, depois de meses sendo cozinhados em banho maria pelas autoridades, foi, se não provocada, pelo menos desejada pelo lulopetismo. O cerne do problema não está aí, mas sim na incompetência do governo, no aparelhamento da ANAC e na corrupção da Infraero. Isso é o que tem que ser apurado. Por isso o medo da CPI. O episódio do auto aquartelamento dos controladores no Cindacta de Brasília deu ao (des)governo a deixa para vir a público afirmar que a CPI é desnecessária já que tudo não passaria de uma sabotagem dos controladores de vôo.

É bom lembrar que diversas explicações já tinham sido dadas ao longo dos últimos seis meses: avião quebrado, quebra de aparelhos em torres, falta de reservas, chuva em Congonhas , falta de controladores e por aí vai. Aposto que todas vão ser substituídas pela nova versão.

Bem fez o Comando da Aeronáutica em exigir a imediata desmilitarização dos controladores, pelo menos por dois motivos:
- Evita a contaminação da Arma pelo sindicalismo petista, restaurando um pouco da hierarquia perdida,
- Foge de ter que explicar aos controladores e à Sociedade os motivos do não cumprimento das promessas feitas durante a crise por sua excelência o Apedeuta I, já que não tenho dúvidas que, pelo seu histórico, o PT não as cumprirá!

Quem viver verá!

domingo, abril 01, 2007

Os heróis tropicais do Apedeuta I

Chamados de “heróis” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por receberem salários de R$ 8.362,80, boa parte dos ministros recorre a um artifício para engordar seus vencimentos: ganham um extra por participar de conselhos fiscais ou de administração de estatais.

Além de exigir trabalho módico - em geral os conselhos se reúnem uma vez por mês -, a remuneração mensal corresponde a até 10% do que ganham em média os diretores da empresa.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff mais que dobra seus ganhos ao participar dos conselhos da Petrobrás e da BR Distribuidora. Ao salário de R$ 8.362,80 se somam R$ 4.362,67 do jetom do conselho da Petrobrás, um dos mais cobiçados da Esplanada dos Ministérios, e mais R$ 4.354,22 do jetom do conselho da BR Distribuidora. O total chega a R$ 17.079,69.Além de participar do conselho da Petrobrás, o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, integra um colegiado invejado: o da Itaipu Binacional, que não tem as limitações das estatais e paga jetom de R$ 12.179. Tudo somado, ele recebe R$ 24.905,47.“É um subterfúgio legítimo”, diz o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Ministro da Integração Nacional no primeiro mandato de Lula, Ciro integrou o Conselho da Acesita e, mais tarde, o de Itaipu. “Ganhava o mesmo salário que tinha como ministro para participar de uma reunião por mês da estatal”, diz. “Se não fosse isso, não poderia ser ministro.”

“Há lógica quando o ministro ocupa o conselho de uma estatal ligada a seu ministério. Mas não quando ele está em um conselho qualquer, só para elevar seus proventos”, discorda o deputado Mendes Thame (PSDB-SP).
“Essa distorção custa caro, pois o ministro ocupa o cargo de alguém com mais familiaridade com o assunto.”
Do Estadão

CEF : Judiciário = Todos os Municípios

A Caixa Econômica Federal destinou mais de R$ 10 milhões ao patrocínio de eventos do Poder Judiciário no governo Luiz Inácio Lula da Silva, tendo como principais alvos juízes, desembargadores e membros dos tribunais superiores.

Entre 2003 e 2005, os recursos direcionados pelo banco aos patrocínios ligados ao Judiciário somaram praticamente o mesmo valor destinado para a mesma finalidade a todos os municípios do país no período.

O Tribunal de Contas da União criticou o grande volume de patrocínio para o Judiciário, afirmando que o financiamento de tais eventos não resultam em contrapartidas mercadológicas e financeiras para a instituição e que o segmento recebe tratamento diferenciado."
Folha de S.Paulo


Uma mão lava a outra (e as duas... deixa pra lá!)

sábado, março 31, 2007

De como Lula abriu as pernas ou o começo da sindicalização das Forças Armadas

Lula entrega tudo o que os controladores pedem, quebra a hierarquia militar e leva a sindicalização para as Forças Armadas

Depois de seis meses de desordem, sem que o governo tivesse produzido ao menos um diagnóstico da crise, Lula cedeu à chantagem dos controladores, aceitando todas as suas reivindicações, quebrou a disciplina na Aeronáutica e levou a sindicalização para o seio das Forças Armadas.

- Os controladores queriam uma gratificação imediata. Lula disse “sim”;
- Os controladores queriam um plano de carreira. Lula disse “sim”;
- Os controladores queriam a suspensão de qualquer punição. Lula disse “sim”;
- Os controladores queriam o cancelamento da transferência de colegas. Lula disse “sim”;
- Os controladores queriam o que chamam de interlocução permanente. Lula disse “sim”:
- Os controladores queriam a progressiva desmilitarização do tráfego aéreo. Lula disse “sim”.

Ao dizer tantos “sins”, o Apedeuta I tirou a autoridade do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, recém-empossado, e perdeu a sua própria. Do Estadão deste sábado: “A decisão de abrir negociação com a categoria e barrar a prisão de 18 sargentos insubordinados foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que voava para Washington. À noite, assim que chegou à capital dos Estados Unidos, onde irá se encontrar com o presidente George W. Bush, Lula telefonou para o vice-presidente, José Alencar, e para e os ministros da Defesa, Waldir Pires, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Recomendou que fizessem de tudo para reverter a crise provocada pela paralisação dos controladores de vôo e os lembrou de que o funcionamento do setor aéreo é ‘uma questão de segurança nacional’.”

A desmilitarização em meio a essa balbúrdia vai levar a que os céus do Brasil sejam entregues à CUT — que vive a sua fase pelega porque o governo é do PT. E depois? Todos sabem qual é a resposta. Muito bem. Mesmo sem a passagem do setor para os civis, o movimento dos controladores assumiu características de movimento sindical, sem perder, no entanto, a sua fachada também militar. Os sargentos se auto-aquartelaram, e suas lideranças divulgaram um manifesto em que diziam não confiar mais em seus superiores.

O nome disso é indisciplina, e se resolve com cadeia. “O que está ocorrendo é o modelo típico de 63: meia dúzia de sindicalistas radicais insuflando a tropa”, disse ao Estadão deste sábado o tenente-brigadeiro da reserva Sérgio Ferolla, ex-presidente do Superior Tribunal Militar. Naquele ano, os sargentos tomaram a Rádio Nacional, cortaram as ligações telefônicas de Brasília com o País e prenderam oficiais e um ministro do Supremo Tribunal Federal. O movimento foi reprimido pelo Exército, que prendeu 600 sargentos. Ainda no Estadão: “Outro oficial lembrou que não se pode dar aumento diferenciado aos controladores. ‘Do contrário, daqui a pouco o mecânico do radar também vai querer’. Para ele, as Forças Armadas passam por uma crise. ‘A insatisfação é grande. Praça e oficial ganham pouco e vivemos uma fuga de quadros experientes para outras carreiras’.”

Ainda segundo o Estadão o (des)Governo, mesmo depois de seis longos meses de crise, mesmo com o anúncio da mobilização dos controladores em todo o país, não estava minimamente preocupado com a situação já que não havia uma única autoridade de primeiro escalão em Brasília:“O mais sério desafio dos últimos meses, na vida do País — que, embora tenha durado menos de cinco horas, foi encarado como uma grave insurreição de militares — pegou a cúpula do governo inteiramente desmobilizada. Antes que o ministro Paulo Bernardo conseguisse o compromisso, já no final da noite, não havia no Distrito Federal uma única autoridade de primeiro escalão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava a caminho de Washington, e o vice, José Alencar, em Belo Horizonte. O ministro da Defesa, Waldir Pires, havia saído no meio da tarde para o Rio e estava no início da noite paralisado em um aeroporto enquanto o movimento grevista se espalhava pelos Estados. Também estavam fora de Brasília o ministro da Justiça, Tarso Genro e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, além dos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento, e Walfrido dos Mares Guia, das Relações Institucionais. Nem com os diretores da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) se podia contar: eles também tinham viajado e não conseguiram voltar.”

Os controladores fizeram chantagem, quebraram a hierarquia, insuflaram a indisciplina e levaram o que queriam. Sob o patrocínio de Lula e seus asseclas. Não nos enganemos: o sindicato entrou nas Forças Armadas.

Os próximos passos ou são um agravamento da crise nas Forças Armadas, com pedidos de demissão em massa, ou a exigência , por parte da Aeronáutica, de que todos os controladores sejam imediatamente desligados da tropa, para evitar a sua contaminação.


De qualquer modo, se era para atender a todas as reivindicações dos controladores o Apedeuta poderia tê-lo feito seis meses atrás, e poupado a população de todos os transtôrnos por que passou.

Economia brasileira é a mais fechada entre os emergentes

Índice de abertura em relação ao PIB caiu para 21,5% com a nova metodologia do PIB

Nilson Brandão Junior em O Estadão

O Brasil é mais fechado em termos de comércio com o resto do mundo do que se calculava. Essa é uma das conclusões de pesquisa da Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex), a pedido do Estado, com os novos números do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Os resultados mostram que o grau de abertura da economia encolheu de 23,9% do PIB na série antiga para 21,5% na atual, para o ano de 2006.

“Essa taxa, que já era baixa, ficou menor. O País é mais fechado do que o imaginado. Dá para ver isso agora porque o PIB é melhor calculado. Seria bom que esse índice fosse maior”, diz o economista da Funcex, Fernando Ribeiro.

O grau de abertura de uma economia é medido pela soma das exportações e importações, comparada com o PIB. O dado da Funcex é relativo a 2006, para o qual a entidade estimou um valor de PIB na metodologia anterior. Na prática, o País fica mais distante de outros países. Segundo a Fitch Ratings, os demais países do grupo de emergentes de grande porte, o chamado Bric (China, Índia e Rússia), têm um grau de comercialização com o mundo maior que o brasileiro.

As estatísticas da agência de classificação de risco mostram que o grau de abertura da China é de 63%, a da Rússia, de 48%, e a da Índia, de 32%. “Já sabíamos que se tratava de uma economia fechada. Agora vemos que é mais fechada”, diz o diretor-executivo da Fitch, Rafael Guedes.

Levantamento recente do economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Armando Castelar já havia demonstrado que a economia brasileira, com base no seu fluxo de comércio com o exterior, estava entre as sete economias mais fechadas do planeta. Ele estima agora, com os novos dados do PIB, que a economia brasileira deve estar dentre as cinco com menor grau de comercialização comparado aos seus PIBs.



Uma das vantagens da corrente de comércio maior como proporção do PIB é que eventuais ajustes na balança comercial são mais fáceis, com menor pressão no câmbio. É evidente portanto que o Brasil deveria se integrar mais com o resto do mundo.Para tal, além da redução das tarifas, é necessário criar melhores condições para as exportações, como redução de entraves ao investimento e da carga tributária, entre outros.

Mas para isso teremos que esperar mais alguns anos até que apareça um governo que... governe.



Gostei de Ler

DO PRÓPRIO VENENO

por Christina Fontenelle

Racismo virou crime inafiançável e imprescritível em 1988, com a promulgação da nova Constituição. No crime de racismo considera-se que houve prejuízo contra toda uma classe. A LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. Um deles está tipificado no Art. 20: "Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional". A pena é de um a três anos de reclusão e multa. Tem mais: "§ 2º - Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza" a pena passa a ser de dois a cinco anos de reclusão e multa. Apenas em 1998, com regulamentação do Código Penal, foi tipificado o crime de injúria, que tem conotação particular, com o agravante de preconceito racial. A injúria tem menor potencial ofensivo.

"Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou".

As palavras são da Ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em entrevista à BBC - BRASIL. Recorde-se: a ministra é paga com o dinheiro de TODOS os contribuintes, a despeito de serem brancos, negros, amarelos ou índios, para trabalhar, supunha-se, em nome de TODOS eles. Além dos brasileiros terem que vestir uma carapuça de "racistas", cujo merecimento é pra lá de discutível, agora vão ter de lidar com fato de que, ao que parece, aos olhos da ministra, nem TODOS são tão TODOS assim.

É tanta sandice num único período que fica até difícil comentar. Primeiro: se um indivíduo negro, verde, rosa ou de qualquer outra cor se insurgir contra um branco, um amarelo ou um roxo, apenas por causa da cor de sua pele, é racismo sim. Segundo: se a reação de um negro de não querer conviver com um branco ou de não gostar de um deles, apenas pela cor de sua pele, for natural, é obvio que a recíproca também pode ser. Mas, não é. Para a Ministra, ao que parece, branco que não gosta de negro é racista; mas negro que não gosta de branco é apenas um ser humano que deve ser compreendido historicamente em suas reações. A justificativa da dona Matilde é pior ainda: "quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou".

Alguém aí conhece algum feitor de escravos vivo? Acho que não. Portanto, a ministra está a dizer que foram todas as pessoas de pele não caracterizadamente negra que açoitaram os negros do país. Sim, porque falar de raça aqui no Brasil fica difícil, por causa da miscigenação – então a gente entende o termo como "preconceito de cor", digamos assim. Este tipo de racismo geneticamente herdado e perpetuado tem dado significativos exemplos históricos de estupidez. Será que se criou a Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade para importar, à custa do contribuinte brasileiro, o mais radical modelo de intolerância?

Eu deixei a parte em que a Ministra faz a sua definição de racismo por último. "Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros". Embora nem sempre o direito (lei) seja o direito (correto), trata-se de uma conquista estabelecida por lei. Portanto, o que não está estabelecido por lei, embora possa ser uma reivindicação justa, é apenas uma reivindicação justa e não um direito. Logo, se uma maioria, seja ela qual for, coíbe ou veta direito dos outros, a maioria estará cometendo um crime. E, quem comete crimes deve ser punido, segundo um código penal estabelecido. Outra coisa: a Ministra precisa decidir-se, pois a definição de racismo que ela deu, ao contrário do que normalmente prega, está mais para a de "preconceito social"- ou financeiro,como queiram.

Está faltando, também, um pouco de conhecimento de História. Eu só não entendo como isso pode acontecer no mundo de hoje, com a internet. Para falsificar a História, ou para dela tirar apenas aquilo que dela se convenha tirar, em nome de causas fabricadas, será preciso retornarmos ao obscurantismo da Idade Média – queimando livros e bloqueando o acesso livre (que hoje já não é tão livre assim) à rede mundial de computadores.

A escravidão é tão antiga quanto a própria história da humanidade. Os primeiros escravos foram produtos das guerras entre tribos e povos, quando o destino dos vencidos era, quase sempre, a escravidão. Um escravo branco famoso? Em 1575, o escritor espanhol, Miguel de Cervantes, autor da famosa obra Dom Quixote, foi capturado por corsários argelinos e passou 5 anos como escravo, na Argélia, até ser comprado de volta por seus familiares.

A Mesopotâmia, a Índia, a China e os antigos egípcios e hebreus utilizaram escravos. Na civilização Grega o trabalho escravo acontecia na mais variadas funções. Aqui, nas Américas, as civilizações asteca, inca e maia empregavam escravos na agricultura e no exército. Na África, os árabes muçulmanos praticaram o tráfico escravo de negros e de seus semelhantes, antes, durante e depois dos europeus. Os antigos reinos africanos, sempre em guerra entre si, jamais esperaram a chegada dos "brancos" para praticar entre eles mesmos o comércio de escravos. Esta atividade passou a ter rotas transoceânicas, no momento em que os europeus começaram a colonizar os outros continentes, no século XVI. Naquela época, reinos africanos e árabes, eles próprios, passaram a capturar escravos para vender aos europeus. Está tudo lá, na Wikipédia e em outros sites menos famosos, na internet.

Foi só com o surgimento do ideal liberal e da ciência econômica na Europa, que a escravatura passou a ser considerada pouco produtiva e moralmente incorreta. Mas ainda existe até hoje, inclusive aqui no Brasil, sob as mais variadas formas, nenhuma delas, entretanto, determinadas pela cor da pele. Há o tráfico de seres humanos para servir ao comércio de órgãos humanos, à prostituição e até ao mercado de trabalhadores domésticos no exterior. Trabalho escravo também há.

A ministra disse, nessa mesma entrevista concedida à BBC - BRASIL, que: "Na educação, uma lei de 2003 obriga o ensino da história e cultura afro-brasileiras para as crianças, desde o início. O processo de implementação está em curso". Espero realmente que se conte a História toda – completa. Conhecimento é bom, é ótimo – lavagem cerebral é que não.

Um ou dois dias depois da polêmica entrevista à BBC - BRASIL, a ministra deu outra entrevista, dessa vez ao Portal do PT, em que disse ser o racismo "uma forma de manifestação existente em várias sociedades, não apenas no Brasil, e que está balizado por poder. Quem tem poder econômico, político, poder de decisão, toma decisão excluindo quem não tem". Novamente Matilde retoma a questão social do racismo. Entretanto, a ministra atirou no que viu e acertou no que não viu. É que não há como discordar de que ela tem razão quando diz que quem tem poder exclui quem não tem. A classe média brasileira, por exemplo, trabalha para pagar contas e para financiar o governo, inclusive em projetos que não são os do povo brasileiro – como o da segregação racial, o da impunidade parlamentar e coisas do gênero -, e, no entanto, está excluída de todos os projetos sociais deste mesmo governo, tendo que pagar por segurança, saúde e educação, para dizer o mínimo. E fica a pergunta: o artigo 20 da lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor está valendo?

Olho Vivo

A nomeação de Tarso Genro para o Ministério da Justiça pelo presidente Lula, segundo César Maia, “repete o ato de Hitler” ao promover, na Alemanha nazista, a figura de Heinrich Himmler à chefia da Gestapo. Faz sentido a associação que o prefeito do Rio faz entre Himmler, figura de proa do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), e Tarso Genro, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), quem sabe nomeado por Lula para fomentar, no Ministério da Justiça, a revolução legal, via o darwinismo institucional capaz de legitimar, por exemplo, as invasões criminosas promovidas pelo movimento social do MST.

No seu ex-blog, o prefeito dá como certa a ação petista dentro da Policia Federal, que, nas mãos de Genro, um militante obstinado, não terá limites em passar informações sigilosas ao setor de Inteligência do PT, sem falar na plausibilidade do uso de grampos contra os adversários políticos e dos riscos que a mídia em geral correrá com o aparelhamento ideológico da Justiça.

O perfil do homem público Tarso Genro é suficientemente conhecido pelo engajamento. Para servir à causa ele inverte, subverte, negaceia e até mesmo justifica, com a retórica da duplicidade própria às mentes comprometidas, qualquer ação menos ortodoxa no rumo do socialismo.

quinta-feira, março 29, 2007

Ministério da Propaganda

Entre os novos ministérios criados pelo Apedeuta I, como se não fossem bastantes os já existentes, um vai dar muito o que falar:

O Ministério da Propaganda, digo, a Secretaria Especial da Comunicação Social foi entregue ao jornalista chapa branca Franklin Martins.

Qualquer semelhança com o Ministério da Propaganda Nazi, e com Joseph Goebbels, só pode ser mera coincidência. Será?

Apagão Aéreo

Se você acha que o Govêrno está, para variar, enrolando a Sociedade sem resolver a crise do apagão aéreo, clique no link abaixo e assine eletrônicamente a petição para a instalação da CPI.

Petição pela CPI do Apagão Aéreo

segunda-feira, março 26, 2007

E porque hoje é segunda

Tawny

sexta-feira, março 23, 2007

Oração Feminina

Senhor

Até agora o meu dia foi bem.
Não fiz fofoca, não perdi a paciência,
Não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta ou chata,
Não deixei cair café no vestido novo da serigaita do escritório,
Não coloquei nem um ml de silicone a mais nos seios,
Não comi chocolates depois do almoço vegetariano,
Não quis discutir a relação com o meu marido,
Não esqueci nada assando no forno,
Não fiz nenhuma trapalhada no trânsito,
Nem comprei aquele sapato azul profundo com o cartão de crédito,
Não emiti nenhum cheque sem fundos,
Não fui ao cabeleireiro retocar as mechas,
Não fiz nenhuma ligação interurbana para a mamãe,
Não reclamei do meu chefe só por que ele não quer aprovar os meus projetos sem as análises de custos

Mas, Senhor...
Já estou para me levantar da cama
E aí, sim...
Vou realmente precisar da Sua ajuda...

Amém!

quinta-feira, março 22, 2007

Comemoremos!!!

Com o novo, e correto, critério para o cálculo das contas nacionais implementado pelo IBGE, os números do desempenho de nossa economia melhoraram s i g n i f i c a t i v a me n t e!

Agora já não podemos ser acusados de termos crescido a taxas que apenas superavam as do Haiti.
Comemoremos, já também crescemos mais do que El Salvador, e empatamos com o ... Paraguai, esse portento de exportação em sacolas!?

Viva o Apedeuta!

Agora, convém não esquecer que mudança de metodologia não alteram a realidade da economia, a sua produção física, o desemprego, nem a produtividade!

Perguntar não ofende

E precisava tanto tempo para compor ministério tão medíocre?

quarta-feira, março 21, 2007

It´s a sad sad world

Está certo que Deus escreve direito por linhas tortas.
Mas precisavam ser tão tortas assim?
Ou então, vai ver que é isso, eu é que não consigo ler...

segunda-feira, março 19, 2007

As laranjas e o ex futuro M da Agricultura

Balbinotti, o ex futuro M da Agricultura, teria laranjas porque é o maior produtor de sementes de soja, ou é o maior produtor de sementes de soja porque teria laranjas?

terça-feira, março 13, 2007

2010 será adiado

Não dá para entender por que estão reclamando que o segundo governo Lula demora tanto a começar. Só pode ser porque ninguém se lembra do primeiro.

Até o José Graziano descobrir o que fazer com aquele cheque da Gisele Bundchen, e Lula descobrir o que fazer com o José Graziano, 2003 já ostentava seus primeiros cabelos brancos.

Não mudou nada. Se ali havia a miragem do Fome Zero, agora há a ficção científica do PAC. Se a reforma ministerial não anda, com seis meses do primeiro governo o presidente já discutia a mudança do ministério – o que dá mais ou menos no mesmo: paralisia geral.

Com o governo parado, resta discutir a sucessão em 2010. E aí os pretendentes em circulação dão a sensação de que a política brasileira caiu para a segunda divisão.

Marta Suplicy (to be or not to be ministra) é um dos nomes citados como possível sucessora de Lula. Para vocês verem que o torneio é mesmo de várzea.

E tem a habitual espuma parasitária do PMDB, com o futuro ministro Geddel ponto G (by Tutty), além da nova velha xepa carioca, com Sérgio Cabral Filho, o eterno Garotinho e outros amigos do Silveirinha.

Os brasileiros têm ainda que acompanhar as coreografias surrealistas de Nelson Jobim, o homem que avacalhou a sobriedade. E tome Michel Temer, o político mais inexpressivo da história do Brasil, dominando as manchetes com seu arsenal de irrelevâncias categóricas.

Ciscando nas bordas do noticiário, o providencial Ciro Gomes, eterno candidato-a-ser-algo-importante-na-vida, com seu estilo auto-ajuda de recitar os problemas do mundo, usando o baixo calão para mirar o alto escalão.

E ainda tem a alternativa axé. Jacques Wagner presidente do Brasil? Brincadeira tem hora.

É essa turma que está, enquanto o governo decide com que roupa vai ao baile, garantindo o frisson antecipado da sucessão presidencial. Se são essas as possibilidades de frisson eleitoral, ou se baixa uma MP revogando o frisson, ou se dá um jeito de adiar 2010.


Guilherme Fiúza

Cem anos de perdão

A casa de João Paulo Cunha, ex- presidente da Câmara dos Deputados (o "p" minúsculo é proposital) e mensaleiro comprovado, foi assaltada!

segunda-feira, março 12, 2007

E porque hoje é segunda

Danny

quinta-feira, março 01, 2007

O Brasil Submerso

"Existe um Brasil submerso onde a insatisfação ou mesmo a repulsa ao atual estado de coisas é latente, difusa, mas real. A questão é que os habitantes do Brasil submerso se encontram pulverizados, individualizados, isolados uns dos outros. Não conseguem se conectar em um movimento coerente, organizado, disciplinado, pois não existem partidos políticos que canalizem os protestos, nem instituições que dêem cobertura legal à indignação e, sobretudo, não temos lideranças que aglutinem as aspirações.

Neste cenário, onde avança o autoritarismo camuflado de democracia, a maioria nada percebe, com nada se importa. Mas se os ventos ditatoriais da obsoleta esquerda latino-americana, que sopram sobre o Brasil, se transformarem em tornados, não será mais possível conter o desastre".

Maria Lúcia Victor Barbosa

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Obrigado por fumar IX

Ingrid Bergman

sábado, fevereiro 24, 2007

E aí Ministro! Que tal ficar do outro lado?

O ministro da Fazenda, Guido Mantega,a quem a voraz Receita Federal é subordinada,foi vítima de um assalto durante o carnaval, em Ibiúna.

O Carnaval e os Palhaços do ano todo

A nova legislatura da Câmara ainda não completou um mês, os deputados não se reúnem em plenário desde a quinta-feira anterior ao Carnaval e sua mais recente votação ocorreu precisamente na quinta-feira, 15 - portanto, há quase dez dias. Mas esse ritmo lento imprimido ao trabalho está contrastando vigorosamente com a velocidade da corrida dos parlamentares à tesouraria da Casa. Dados oficiais informam que mais da metade dos 513 deputados pediram à Primeira Secretaria da Câmara, até a quarta-feira passada, o reembolso de R$ 1,19 milhão por despesas que teriam feito.

A lista inclui 282 deputados que, ao apresentarem o pedido de ressarcimento, haviam cumprido, no máximo, três semanas de mandato. Os petistas lideram a corrida: 52 dos 82 representantes do partido na Câmara se apressaram em pedir reembolso. Os outros são parlamentares do PFL (40 dos 62 quem formam a bancada), do PSDB (37 do total de 63), do PMDB (49 dos 91 deputados), do PP (24 dos 42) e do PR (13 dos 33 deputados).

O ressarcimento é bancado pela Câmara com as chamadas "verbas indenizatórias", previstas para cobrir despesas, por exemplo, com assessores e consultores, aluguel, transporte, combustíveis e manutenção de escritórios. Por ano, cada deputado tem direito ao reembolso de até R$ 180 mil - média de R$ 15 mil por mês.

JB

Auto-crítica

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O Brasil está parecendo mais uma economia submergente do que uma emergente



O temor é que ao fracassar em aproveitar a oportunidade oferecida pelas condições benignas globais para reformular o Estado, Lula condenará o país a muitos mais anos de mediocridade

Financial Times

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

E porque hoje é segunda

E além do mais de carnaval

Quitéria Chagas

"A corrupção e o fisiologismo estão se incorporando à paisagem"

ISTOÉ – O sr. acha, então, que são o PT e o governo que estabelecem o padrão de conduta da classe política hoje?
Jarbas
– Estabelecem. Na medida em que eram eles o padrão ético anterior. O que isso gerou? Por passividade da população brasileira, a corrupção e o fisiologismo estão se incorporando à paisagem. Isso já não causa mais indignação. Há alguns anos, Collor caiu porque ganhou um Fiat. Comparado com o que acontece hoje, o caso de Collor seria julgado por um tribunal de pequenas causas. O que ficou realmente provado contra Collor não foi utilização de dinheiro público. Era dinheiro privado. Foi caixa 2. Dinheiro de campanha não devolvido. Sobra de campanha. Exatamente o que se descobriu no caso do mensalão. Só que, agora, isso passou a ser um deslize menor, que todo partido político comete e que se entendeu que não merecia punição.


Leia a entrevista completa aqui

domingo, fevereiro 18, 2007

Francamente meninas!...

Pcs usados por mulheres têm mais bactérias

Pesquisa realizada pela Universidade do Arizona revela que teclados e mouses usados por mulheres contêm mais bactérias.

O estudo analisou o ambiente de trabalho de 113 pessoas em diferentes escritórios dos Estados Unidos. De acordo com as análises, teclados e mouses usados por mulheres contêm entre três a quatro vezes mais bactérias que estes acessórios dispostos em mesas usadas por homens.

As mesas usadas por mulheres registraram, em média, sete vezes mais bactérias que as masculinas. De acordo com o estudo, as mesas femininas parecem mais limpas e organizadas, mas concentram mais bactérias em função do grande número de objetos e alimentos dispostos nestes espaços.

O estudo apontou que mulheres deixam sobre a mesa maquilagem, doces e pacotes de bolacha com freqüência muito maior que os homens, o que contribui para criar colônias de bactérias.

Mulheres também colocam sobre sua mesa de trabalho anéis, brincos e colares que eventualmente tiram de seu corpo. Os acessórios, em geral com alguma quantidade de suor, acabam infectando as mesas de trabalho.

Contra as mulheres atua também o fato de as trabalhadoras terem maior interesse por crianças, que ao se aproximarem de suas mesas têm menos cuidado com a higiene do que adultos.
Info Online


E ainda reclamam...

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Lamborghini Gallardo Spyder

De cortar a respiração:520 CV, 314 Km/h de velocidade máxima, 4,3 segundos para acelerar dos 0 aos 100 Km/h.

Nascido sob o signo do Touro, Ferruccio Lamborghini sempre batizou os seus modelos com nomes de algumas das raças mais bravas desses animais que têm na força selvagem a sua principal característica.

Não é diferente com este modelo.

O Gallardo Spider com um motor V12 de 5.0 litros, pneus Pirelli P Zero montados em rodas de 19" (235/35 na traseira e 295/30, atrás), caixa de marchas sequêncial e-gear, acelerador “by wire” e tração integral é um bicho que não se deixa domar facilmente. A suspensão com triângulos sobrepostos e sem nenhum dispositivo de ajuste eletrônico é extremamente dura, pouco filtrando as irregularidades do piso, mas transmitindo todas as sensações da condução

Adrenalina pura neste que é o carro descapotável mais rápido do mundo.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

E porque hoje é segunda


Sybille

sábado, fevereiro 10, 2007

Gostei de ler

Com ou sem terceiro mandato de Lula, a direção que o comando do PT tomar a partir de agora é crucial para o Brasil. Nas diretrizes traçadas pelo partido pode estar a bússola política do governo nos próximos anos.

Democracia direta, decisões plebiscitárias, “democratização” dos meios de comunicação, chavismo? Essas e outras teses estão na ordem do dia, e o aniversário de 27 anos do PT começa a definir quem é que vai apertar (ou não) esses gatilhos.

Depois do mensalão e de todas as delubianas, o mocinho do partido chama-se Tarso Genro. Com seu perfil de político moderado e reserva intelectual, o ministro gaúcho faz sucesso com sua tese de “refundação do PT”, um eufemismo para tirar as rédeas do grupo paulista de José Dirceu. Na já famosa “Mensagem ao partido”, Tarso faz uma espécie de receituário da virtude – o que, com a folha corrida de Dirceu e sua turma, é carapuça fácil.

De fato, não há vilão tão perfeito quanto José Dirceu. Trata-se de um pecador infalível. Como dizia o jornalista Jorge Bastos Moreno bem antes do mensalão, Zé era o veneno antimonotonia do governo Lula. Toda notícia que não brotava do resto do governo jorrava do então superministro – por tudo que fazia e depois desfazia para refazer, por tudo que era e mais ainda pelo que pensava ser. É fácil ser candidato a virtuoso ao lado de Dirceu.

O problema é que Tarso Genro não é esse virtuoso. A rigor, Tarso Genro não é nada. E esses são os mais perigosos.

Na tal Mensagem ao partido, Tarso diz que há no PT “uma crise de corrupção ética e programática”. Deve vir desse estilo Madame Natascha sua reputação de intelectual. Essa crise, segundo ele, provém de “um modo de construção eleitoralista” e pelo distanciamento “do mundo do trabalho e da utopia socialista”. É preciso construir “um novo campo político” dentro do PT.

Isto é Tarso Genro. O nada com cobertura de marshmellow verbal. Mas enquanto as taras de Dirceu são mais ou menos conhecidas e previsíveis, as taras de Tarso são dissimuladas e, por isso, potencialmente mais embaraçosas.

Constrói-se em torno de Tarso uma lenda de “contraponto democrático” ao autoritário Dirceu. Pura lenda. Dirceu dá canelada na mídia, tem mania de perseguição e acredita naquele expediente de “falar por cima” com os veículos de comunicação. Tarso Genro assopra em público, mas morde feio nos bastidores. Fica construindo teses sobre conspiração da mídia burguesa contra o governo popular e montando planos arrepiantes de controle da prática jornalística.

O “moderado” Tarso é aquele que como ministro de Estado, em plena campanha eleitoral, acusa o candidato adversário de fazer pacto com os criminosos do PCC. Depois de ateado o fogo, retira o que disse. Santa moderação. Santa coerência. Ato contínuo à reeleição de Lula, faz discursos conciliadores de ampla concertação política e escreve panfletos do tipo “eles contra nós”, afirmando que o país está dividido entre ricos e pobres.

Como autoridade, Tarso Genro se especializou no estilo camaleão. Cansou de acender vela para a responsabilidade fiscal e a política econômica, ao mesmo tempo em que lançava intrigas contra o Banco Central e a “era Palocci” – cujo fim chegou a decretar ruidosamente, sendo depois desautorizado por Lula. Um espírito público, por assim dizer, de fundo de quintal.

Numa compilação de declarações de Tarso Genro, pode-se escolher o desenvolvimentista ou o fiscalista, o conciliador ou o incendiário, o arauto da liberdade de expressão ou o ideólogo do controle estatal da mídia.

José Dirceu é um pecador de carne e osso, símbolo daquele PT paulista delubiano que bota a mão na m… sem tapar o nariz. Tarso Genro é um virtuoso etéreo, símbolo daquele PT gaúcho que faz política de proveta e acha que o país é um tubo de ensaio para suas teses revolucionárias.

Por incrível que pareça, o risco Tarso é maior do que o risco Dirceu.
Guilherme Fiuza

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Parlamento ou Chiqueiro? Você Decide

Uma reportagem publicada na edição desta semana da revista The Economist afirma que poucas vezes a reputação da Câmara dos Deputados do Brasil esteve tão em baixa.

Com o título de "Parlamento ou Chiqueiro?", a matéria sobre a eleição para a presidência da Câmara - vencida por Arlindo Chinaglia (PT) - diz que "a história vai julgar se ele vai conseguir restaurar a reputação da instituição".

O texto cita o resultado de uma pesquisa de opinião encomendada pela revista Veja, na qual quase a metade dos entrevistados considerou os parlamentares mentirosos e dois em cada cinco disseram que a democracia estaria melhor sem o Congresso.

Segundo a revista, "parte do problema está na fragmentação da política brasileira", na qual há 21 partidos políticos representados no Congresso, "mas apenas sete deles têm presença nacional".

A matéria diz que mais de um quinto dos congressistas trocou de partido, "geralmente em retribuição de favores, alguns deles meia dúzia de vezes".

"A dificuldade de obter a maioria envolveu o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma sucessão de escândalos no mandato anterior", diz o texto. "Esses escândalos derrubaram muitos dos assessores mais próximos do presidente."

Segundo a revista, ainda assim "uma dúzia de apoiadores do governo" envolvidos em escândalos de corrupção continua no Congresso.

A Economist diz ainda que a resposta de Lula foi prometer uma reforma política, "mas isso é pedir para perus votarem a favor do Natal".

"É preciso ser um presidente mais determinado do que Lula para conduzir medidas impopulares por uma legislatura em que leis são aprovadas ou não ao sabor de interesses especiais, claques regionais e uma voracidade por mamata e clientelismo", diz a reportagem.

A revista afirma que Chinaglia venceu as eleições prometendo defender o Congresso e a democracia, mas que "a tarefa mais difícil é proteger a democracia brasileira de si
mesma".
BBC Brasil

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

A solução

Verão, férias, carnaval!
A sensualidade tropical está no ar!
Insatisfeito com o tamanho do seu pénis?
Aqui vai a solução:

Pensamento da Noite

O segredo para o crescimento sustentado e o desenvolvimento social é uma boa combinação de quatro elementos essenciais: macroeconomia estável, microeconomia competitiva, alta qualidade dos recursos humanos e inserção nos fluxos dinâmicos de comércio e investimentos.
Paulo Roberto de Almeida

Obrigado por fumar VIII

Daisy Fuentes

terça-feira, fevereiro 06, 2007

2 X 0

Trata-se de uma vaga impressão ou já se começa a caracterizar uma certa relação de freguesia!?

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Gostei de ler

Democracia de cativeiro

Quando o governo Lula tentou dar o golpe no IBGE, todas as cabeças ajuizadas reagiram, mas ninguém deu a importância que o fato merecia. Foi tratado como manobra pontual aquilo que era parte de um plano ambicioso – e que explica alguns dos intrigantes acontecimentos recentes, de Chinaglia a aloprados.

Ainda sob o comando formal de José Dirceu, o governo tentou acabar com a regra que impedia a manipulação política dos dados do IBGE. A mudança feita por Sérgio Besserman Vianna permitia que o instituto explicasse os indicadores à imprensa e produzisse o press release das pesquisas antes das autoridades do governo tomarem conhecimento dos resultados.

Um mecanismo democrático valioso que o governo Lula tentou ceifar. Mas não foi só um arroubo.

Logo que foi eleito pela primeira vez, Lula demonstrou o apreço que tinha pela independência das instituições. Falando sobre a autonomia das agências reguladoras – um grande salto democrático iniciado por Mário Covas e David Zylbersztajn – o então presidente eleito disse que não podia “saber pelos jornais que algum filho da mãe” aumentou um preço de tarifa.

Hoje, como se sabe, as agências reguladoras estão esvaziadas e penduradas na caneta de Dilma Roussef.

É interessante observar esses fatos na mesma perspectiva da eleição de Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara dos Deputados, do inquérito da Polícia Federal sobre os aloprados do dossiê e do que está acontecendo em torno do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Ministério do Planejamento.

Sob o guarda-chuva de Chinaglia também não chove em José Mentor, Professor Luizinho, João Paulo Cunha e companhia ilimitada do PT de São Paulo. É a famosa usina partidária de José Dirceu, onde gorjeiam também Delúbio Soares, Silvinho Pereira e o novamente poderoso Ricardo Berzoini – o chefe dos aloprados.

A forma como essa turma se relaciona com o poder diz muito do que está acontecendo com o Estado brasileiro desde a tentativa de golpe no IBGE.

Bargas, Valdebran, Expedito, Gedimar, Lorenzetti e grande elenco, sob a liderança de Berzoini, conseguiram um milagre. Na casamata da campanha de Aloísio Mercadante ao governo de São Paulo, articularam e executaram o esquema da compra do dossiê Vedoin, operação que foi não apenas flagrada, como em parte filmada e depois divulgada para o Brasil e o mundo. Distraídos, o Brasil e o mundo não estão nem aí para a pergunta que hoje todos deveriam estar fazendo em coro:

Como foi possível que a Polícia Federal (vamos abrir esse parêntese para enfatizar: não estamos falando de um conselho de ética qualquer, ou de um diretório partidário. Estamos falando da Polícia Federal). Então, repetindo: como foi possível que a Polícia Federal concluísse seu inquérito sobre o esquema do dossiê sem indiciar nenhum dos aloprados?

Mais uma ressalva: não se está falando de acusar nem de condenar, mas simplesmente de indiciar pessoas sobre as quais choveram indícios – testemunhados, flagrados, gravados – de participação numa operação suspeita. Como o festejado “FBI brasileiro” pode ter deixado passar uma dessa?

Comentário de um delegado da Polícia Federal a este signatário: “Em 30 anos de DPF, nem nos tempos da ditadura militar vi a instituição ser tão manipulada politicamente. Nas investigações ‘sensíveis’, as autoridades encarregadas são escolhidas a dedo. Uma das perguntas feitas nos bastidores da PF é por que não foi aberta uma investigação sobre a ‘doação’ de dinheiro de Paulo Okamoto ao presidente Lula, vez que Okamoto não declarou ao IRPJ a tal doação (crime federal de sonegação de informações fiscais). As associações de classe dos delegados, reunidas sob a Fenadepol (federação dos sindicatos dos delegados), estão em guerra contra a administração central do órgão, mas pouco podem fazer.”

A tentação de usar o Estado em favor do governo e do partido é especialmente forte nesse grupo que está no poder. Evidentemente, obrigar o Banco do Brasil a comprar uma montanha de ingressos para um show de arrecadação de fundos para o PT não teria sido um expediente casual.

Agora, vale a pena prestar atenção no que está acontecendo em torno do Ipea. Estão brotando aqui e ali, organizadamente, críticas ao “modo de pensar” da instituição! Não são críticas a um estudo, a um pesquisador ou mesmo ao presidente do instituto. Basicamente, o Ipea está pensando errado – e contra o povo!

O DNA dessas críticas não demoraria a aparecer. Em seu blog, o ex-ministro José Dirceu publicou no último dia 31 uma nota intitulada “Ipea precisa ser reintegrado ao Estado brasileiro”. O estilo é inconfundível.

Reintegrar ao Estado brasileiro, no dicionário de José Dirceu, significa pensar de acordo com a vontade do chefe. Acompanhem esse raciocínio do ex-ministro: o Ipea é sustentado com dinheiro público e o povo escolheu Lula, portanto o instituto tem de refletir o pensamento dos eleitores do PT.

Não adianta, democracia não se aprende fazendo assembléia partidária, assim como ter fé não é uma questão de quantas vezes se vai à igreja. Ou o sujeito preza a liberdade, ou não preza.

Para José Dirceu e sua turma, a liberdade é boa, desde que a Polícia Federal, o Banco do Brasil, o Ipea, o IBGE, as agências reguladoras e demais entidades públicas atendam ao seu projeto político privado.

Está fundada a democracia de cativeiro.

Guilherme Fiúza

E porque hoje é segunda

Dana

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Papà Mio

"Uma jovem italiana de Merano, na província de Bolzano, pediu que seis jogadores do time de futebol local sejam submetidos a um teste de paternidade para saber qual deles é o pai de seu filho recém-nascido, informou hoje um jornal local.

A mulher, cuja identidade e idade não foram divulgadas, trabalha como garçonete num dos bares da cidade.

Segundo a publicação, mesmo sem ter uma relação fixa, ela achou necessário que o pai soubesse que tinha tido um filho.

O problema era não lembrar bem com quem podia haver concebido a criança. Por isso, ela pediu testes de paternidade a dez pessoas, entre elas os jogadores. Completam a lista dois vereadores e um conhecido empresário local.

O caso criou grande expectativa na pequena cidade, de 35.000 habitantes, e alguns já fazem apostas sobre quem será o pai".
Agência EFE

Mas que italianinha mais sem vergonha, oops, memória, hein?!...

E o país cada vez mais torto

Caso seja mantida a mesma proporção de crescimento no número de cursos de Direito dos dois últimos anos, o Brasil pode ter, em 2010, cerca de cinco mil cursos de graduação em Direito. A previsão foi feita hoje pelo presidente nacional da OAB, Cezar Britto, durante reunião com o ministro da Educação.
"Essa proliferação, que acarreta a existência de inúmeros cursos de baixa qualidade, é uma realidade que tem que ser mudada, pois compromete o sonho de ascensão do cidadão pelo saber", afirmou Britto.
Atualmente, existem no País 1.024 cursos jurídicos em funcionamento e um total de 197.664 vagas ofertadas na soma dos Estados, o que indica um crescimento aproximado em dois anos de 46,29%.

A bem da verdade não é correto chamar de Curso de Direito à grande maioria deles. Mas que o sujeito termina com um diploma debaixo do braço, lá isso termina!

Este estado de coisas, e não é apanágio apenas da área de Direito, coloca todos os anos no mercado milhares de bacharéis que não têm o menor preparo para a profissão, aviltando os ganhos, e dando chances a que as representações profissionais, principalmente a OAB, exercitem ad nauseam o seu pendor corporativista , com provas de seleção para lá de razoáveis.

About birds and bees

Como fica a Câmara a partir de hoje