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sexta-feira, dezembro 08, 2006

O Pinheiro de Natal


O culto à árvore é bem antigo.
Povos indo-europeus, ainda no terceiro milênio a.C consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Natureza, por isso lhes rendiam culto.
Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte
Na Mitologia Grega, as árvores eram utilizadas para reverenciar deuses. Elas representavam as possibilidades de evolução e elevação do homem e eram consideradas intermediárias entre o céu e a terra.
Na Roma Antiga, os romanos penduravam máscaras de Baco, o deus do vinho, em pinheiros para comemorar uma festa chamada "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.
Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.
Na China, o pinheiro simboliza a longa vida e, no Japão, a imortalidade.
O carvalho foi, até ser substituído pelo pinheiro e sua simbologia devido à forma triangular, considerado a mais poderosa das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.

A atual árvore de Natal aparece na Alemanha, no século XVI e, no século seguinte, são iluminadas com velas. No século XIX, em 1837, a esposa alemã do duque de Orleans introduz este costume na França. Ainda no século XIX, a tradição chegou à Inglaterra Em 1912, Boston, nos Estados Unidos, inaugura uma árvore iluminada numa das praças centrais da cidade, e isto se espalha pelo mundo, inclusive em países não-cristãos. No século XX, torna-se tradição na Península Ibérica e na maioria da América Latina.

O Pinheiro de Natal,enfeitado de luzes e de bolinhas vitrificadas coloridas, reúne para os cristãos dois símbolos religiosos: a luz e a vida.

Há também uma lenda que conta haverem três árvores próximas ao local do nascimento do Menino Jesus: uma oliveira, uma tamareira e um pinheirinho, que desejavam honrar o recém-nascido. A oliveira ofereceu suas azeitonas, e a tamareira suas tâmaras, mas o pinheiro não tinha nada a ofertar. então, lá do alto, as estrelas desceram e pousaram sobre os galhos do pinheirinho oferecendo-se como presente.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

O Azevinho

A notícia do nascimento de Jesus rapidamente se espalhou pela terra. O Rei Herodes soube do glorioso acontecimento e, sentindo-se ameaçado por este novo Rei dos Reis, mandou os soldados à sua procura. José juntou então a sua pequena família e fugiu de Belém.

No meio do caminho empoeirado, Maria ouviu o ruído dos soldados se aproximando. Sabendo que eles procuravam por um casal com uma criança, decidiu esconder o bebe até que os saldados tivessem passado.Olhando rapidamente à sua volta verificou apavorada que só havia um pequeno pé de azevinho. A cada segundo o tropel dos cavalos dos soldados ficava mais perto. Desesperada colocou a sua preciosa criança atrás do arbusto e rezou.

Então algo de fantástico aconteceu. Do mirrado pé de azevinho, brotaram de repente dezenas e dezenas de folhas cheias de pontas, formando uma cobertura por cima do bebe, escondendo-o completamente. Quando os soldados chegaram viram apenas o casal sem criança alguma e continuaram o seu caminho, deixando o Menino Jesus em paz e sossego.

Foi então que o bebe abençoou o azevinho para que ele ficasse sempre verde - um símbolo de esperança e imortalidade para todos-, e os seus frutos passassem a ter sempre a cor vermelho-sangue.

E assim o azevinho teve por instantes o Menino Jesus em seu coração...